sexta-feira, 1 de junho de 2012

Marketing a serviço da educação

      Na era do consumismo, em que as tecnologias não param de avançar, é tão fácil encontrarmos eletrônicos que nos permitam reter conhecimentos diários variados, como e-books, tablets e smartphones, além do já tradicional computador, que nem percebemos o quanto a humanização do conhecimento é insubstituível, no plano real. Pessoas que geram experiências, sejam estas de determinação, ética, profissionalismo, ou até mesmo de equilíbrio pessoal, são a meu ver muito mais insubstituíveis do que qualquer máquina inteligente.   
      No segundo semestre do ano passado tirei a sorte grande de encontrar uma professora que mudou hiperbolicamente meu modo de ver a vida e pensar no amanhã. Coincidência ou não, ela realmente acabou me fazendo recorrer a várias hipérboles. Minhas palavras as evidenciavam no dia a dia, os gestos e as reações também. Que engraçado! Eis que fui então alvejada, no decorrer de uma "compra" de seis meses, por um certo marketing a serviço da educação. Um marketing motivador, de valor superestimado. Paguei por um serviço aparentemente comum e fui contemplada com a gloriosa economia da experiência.  
      Quando pessoas assim aparecem na nossa vida, são como surpresas. Vão além das expectativas. Quando permanecem, se tornam presentes. Esta, em especial, guardo com carinho no meu coração, na minha mente - já mais madura e serena -, e finalmente, em história.  E mais: ela já me passa tanta segurança que neste ano até ganhou uma Keygen exclusiva. Está guardada a uma só chave, no primeiro e importante marco da minha carreira profissional.

Tatiana Parreira, querida Tati, ainda não conheci nenhum Aurélio ou Philip que pudesse te descrever. Pra falar a verdade, embora você seja humana e perfeitamente mortal, acredito que a única bibliografia que dispõe de uma resposta para essa questão provém de autores incertos, e traz consigo um nome redundante: bíblia. Nela a razão da sua existência consta em parábolas que só podem ser traduzidas individualmente. Não tenho dúvidas de que você seja um instrumento de inspiração, uma dádiva oferecida por “seres espirituais superiores” em virtude da fé. Espero que todos que te conheçam possam e queiram um dia interpretá-las de forma semelhante à minha. Obrigada mais uma vez por tudo. Tenho muito orgulho de você e me sinto honrada por ter sido sua aluna. 

sábado, 27 de agosto de 2011

Primeira impressão



      Refletindo sobre a vida e suas transformações à medida que vamos crescendo, despertei para um condicionamento interessantíssimo, que há algum tempo tem caminhado para se tornar peça-chave nas minhas prioridades, dentre elas, a própria forma de levar a vida, a projetando inclusive até os últimos dias em que eu habitar este singelo Planeta, repleto de simplórias diversidades, riquezas, culturas, mistérios, belezas, e uma infinidade de criações humanas, curiosas e irresistíveis.
     Seguidos quase dois anos no fantástico mundo da academia, descobri nas entrelinhas, que desde novinha comecei a fazer Relações Públicas - atividade essencialmente altruísta que, por meio de gestos simples, reflete um contentamento muito maior a quem incita um sorriso do que àquele que se faz honrado com tal grandeza. Contudo, muito além de uma estrangeira em meio a uma realidade ampliada, de celebridades quase intocáveis e personagens alegóricos, da imprensa marrom e dos ápices favorecidos, das brincadeiras de criança e dos sonhos tão evoluídos; me vi construindo uma identidade nos moldes dos meus devaneios, não mais utópicos e sim minuciosamente idealizados e reciclados.
   A princípio, expressava-me por meio de clichês e paráfrases. Hoje, finalmente, já visualizo engenhosos rabiscos em algumas páginas devidamente intituladas por este protótipo de comunicadora. Diziam os sábios pensadores, poetas e musicistas que "Somos do tamanho dos nossos sonhos" e "Somos quem podemos ser"; sonhos estes que "podemos ter". Em casa, cresci ouvindo falar do "homem" como sujeito voluntariamente artífice de suas venturas; pluralizado; encontrado em todo lugar. Também vi gente crescendo, quebrando barreiras; estudei sobre nações que ergueram muralhas; notifiquei-me de um universo feminino que conquistou e honrou seu espaço; vi miseráveis solitários vencendo a guerra contra a fome; cidadãos fragilizados, cheios de coragem e em busca de paz; afro-descendentes subindo ao pódium, sentando em cadeiras adornadas, ocupando posições extremas; e uma infinidade de reticências.
    Me encantei, admirei, me encontrei. Já escolhi ídolos, me tornei fã, me acondicionei como auto-didata, e agora carrego comigo o dom e a vontade de querer o bem, defender meus ideais, evidenciar minhas convicções, e contribuir para o mundo em que acredito, no qual espero, pelo qual finalmente mostrarei minha garra e abraçarei causas promissoras.
    Já não me importo de sentar em cadeiras altas ou baixas; de madeira legalizada, materiais reciclados ou estruturas de bronze; com ou sem estofados confortáveis e coloridos. Chegou a hora de levantar e passear pelas fronteiras, dar passos reais, saltar com precisão, rumo ao último degrau.
"Minha alma incendeia, ser feliz é ser agora, não interessa a chegada, o importante é caminhar. 
                                                           Expresso em trilhos fortes."  
    Sigo.
    Com fé em Deus, continua...